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“De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim com vo-las entreguei. Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo. Todo homem, que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Toda mulher, porem, que ora ou profetiza com a cabeça sem o véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a estivesse rapada. Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu. Porque, na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem. Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem. Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade. No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus sem trazer o véu? Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para o homem usar cabelo comprido? É que, tratando-se da mulher, ´para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de mantilha. (No caso de não estar nem orando nem profetizando) Contudo, se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus “(I Co. 11:2-16)”.
O uso do véu é aqui considerado por ser um assunto de grande importância.
Como no texto de I Coríntios 11:2-16 as palavras irmão ou irmã nunca são usadas, vê-se que o assunto do uso do véu relaciona-se a homem e mulher. Por essa razão, o que se tem aqui não diz respeito á nossa posição em Cristo mas à ordem de Deus na criação.
Essa passagem não diz que “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), ela simplesmente declara que “Deus, [é] o cabeça de Cristo” (v.3). o relacionamento aqui descrito não é, portanto, o de pai e filho, mas aquele de Deus e Cristo ou Deus e seu Ungido. O texto não lida com coisas que aconteceram na triunidade; entre Deus o Pai e o Filho. Ao contrário, refere-se ao relacionamento de Deus com o Cristo de Deus, Aquele que foi enviado e ungido por Deus. O uso do véu nada tem a ver com a triunidade; ele está relacionado exclusivamente com o relacionamento entre Deus e Seu Ungido. Além disso, o uso do véu não é considerado aqui como sendo algo entre Cristo e Sua igreja. Não é pelo fato de Cristo ser o cabeça da igreja e a igreja o corpo de Cristo que se deve usar o véu. Não, esse não é o ponto aqui. O que é dito é: “Cristo o cabeça de todo homem” (v 3). Apesar de haver muitas pessoas,Cristo é o cabeça de todas. O ser o cabeça aqui não diz respeito à Igreja; todavia, mostra Cristo como sendo o cabeça de cada homem. Portanto, o relacionamento aqui descrito aponta não para Cristo e a igreja, mas para Cristo e todo homem. O texto não lida com o relacionamento entre os filhos de Deus, entre irmãos e irmãs; nem mesmo diz o que irmãos e irmãs na igreja devem fazer. Diz-se apenas que “Cristo [é] o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher”. Esse relacionamento deve ser compreendido antes de se entender do que trata o uso do véu.
DOIS SISTEMAS UNIVERSAIS DE DEUS: É importante considerar o assunto do uso do véu de forma mais abrangente, caso contrário não será fácil entender 1 Coríntios 11. Para entendermos esse capítulo de 1 Coríntios precisamos conhecer Deus e Sua Palavra. Precisamos primeiramente saber que Deus estabeleceu dois sistemas no universo: o sistema da graça e do governo.
1. O SISTEMA DA GRAÇA: tudo aquilo que diz respeito à Igreja, salvação, irmãos e irmãs, e aos filhos de Deus está incluso no sistema da graça de Deus. Tudo aquilo que concerne ao Espírito Santo e à redenção pertence ao sistema da graça. No que diz respeito à graça, o relacionamento do homem e da mulher é tal que, tanto a mulher siro-fenícia como o centurião recebeu graça da parte de Deus. O mesmo aconteceu com Maria e Pedro. Da mesma forma, Marta e Maria poderiam também ter sido ressuscitadas como foi Lázaro.
2. O SISTEMA DO GOVERNO: existe, ainda, outro sistema na Bíblia o qual chamaremos de governo de Deus. Esse sistema difere completamente do sistema da graça. O governo de Deus é um sistema independente no qual Deus faz o que Lhe apraz.
Quando Deus criou o homem, macho e fêmea os criou, pois isso refere-se ao escopo (alvo) do governo de Deus. Ele criou primeiro macho e depois fêmea ¬– esse ato refere-se ao Seu governo. Deus faz o que lhe agrada. Ele tem uma vontade independente e soberana. A Sua decisão que o Senhor Jesus seria o descendente da mulher, também é pertinente ao governo de Deus. Ele não depende de conselho de homens.
No jardim do Éden, Deus deu ao homem frutos por alimento. Esse foi o governo de Deus; Ele fez segundo aquilo que quis. Depois do dilúvio, Deus deu carne de animais como alimento ao homem. Esse foi também um ato governamental.
No começo, os homens falavam todos a mesma língua. Os homens, porém, ajuntaram-se para construí a torre de Babel desafiando a Deus. Como conseqüência, suas línguas foram confundidas de modo que não podiam mais entender uns aos outros. Essa é a mão governamental de Deus sobre o homem. Mais tarde, no dia de Pentecostes, Deus derramou Seu Espírito e fez com que as pessoas falassem em línguas. Também nessa ocasião foi manifesta a mão governamental de Deus.
Após a torre de Babel, Deus espalhou os homens pela terra. Eles se tornaram em muitas raças. Esse foi o resultado do governo de Deus. Dessas muitas raças, Deus escolheu um povo – Israel – que somente a Ele pertencesse e em cujo meio pudesse habitar e isso é graça. Porém, dividir os povos em raças é característico de seu governo.
Algum tempo depois, essas muitas raças tornaram-se muitos reinos. De acordo com a história Bíblica, reinos sucedem raças. Primeiro apareceram raças e então nações. Cada reino possuía um rei que governava sobre seu povo. Isso também foi permitido pela ordem governamental de Deus.
Durante o tempo dos juizes, os israelitas eram apenas uma raça, não um reino. Mesmo durante a época de Samuel, eles eram uma raça tal qual outras raças, pois ainda não tinham um rei que reinasse sobre eles. Um dia, no entanto, o povo de Israel pediu por um rei como os das outras nações. Ao escolher assim eles saíram da posição que tinham sob a graça e colocaram-se sob o governo. Disseram: “constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações” (I Sm. 8:5). Deus lhe respondeu dizendo a Samuel: “Agora, pois, atende à sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhe qual será o direito do rei que houver de reinar sobre ele” (v. 9).
Deus, então, escolheu Saul para que fosse rei sobre eles. Logo após a escolha de Saul, teve início o sistema governamental de Deus em Israel. Isso não quer dizer que a graça de Deus deixou de existir, mas indica que os israelitas colocaram-se irrevogavelmente sob o governo. Doravante, não mais estavam livres para oporem-se à vontade do ungido, pois esse era rei sobre eles. Apesar de mais tarde, no que se refere à graça, Saul ter deixado a Deus, no tocante ao governo ele continuou a ser rei. Analisando essas duas trajetórias, observamos que tomam direções diferentes. Com respeito à graça, Saul falhou, mas no tocante ao governo, ele ainda era rei. Isso pode ser visto no fato de Davi não poder desafiar a autoridade estabelecida por Deus.
GRAÇA E GOVERNO UNIDOS E COMPLEMENTADOS: O sistema da graça e do governo prossegue lado a lado até a vinda do Senhor Jesus. É bem evidente que esses dois aspectos da obra de Deus – o sistema da graça e o sistema da providência divina – prosseguem juntos no mundo. Sacerdotes e profetas representam e mantêm o aspecto e o sistema da graça; os reis e líderes representam e mantêm o aspecto do sistema de Seu governo.
Quando o Senhor Jesus veio a este mundo, por um lado, veio para ser Salvador e libertar o homem do pecado. Isso se refere ao sistema da graça por outro lado, Deus O enviou ao mundo para que, pela obra da cruz, pusesse estabelecer Sua própria autoridade e Seu reino para que os céus governem sobre a terra. Esse é o sistema de governo e tal obra permanecerá até que o poder do maligno seja destruído e o reino, o novo céu e a nova terra sejam estabelecidos. Naquele dia os dois sistemas – o sistema da graça e o do governo – serão apenas um. Ou seja, durante o período do novo céu e da nova terra, esses dois sistemas tornar-se-ão um no Senhor Jesus, pois Ele é quem preenche esses dois aspectos da obra de Deus. Ele tanto opera sob o sistema de governo quanto sob o sistema da graça.
O governo de Deus não teve início quando da criação do homem, mas sim quando os anjos foram criados, como claramente demonstrado pela Bíblia. Quando satanás era, ainda, uma estrela da manhã e ainda governava, o sistema do governo de Deus já havia iniciado. Instituições básicas tais como casamento, marido e mulher, a família e o relacionamento entre pais e filhos – instituições essas que pertencem à esfera do governo de Deus --, sucederam a criação do homem.
A lição que precisamos aprender é não permitir que a graça de Deus interfira com Seu governo. Insisto enfaticamente, não devemos permitir, por um momento sequer de nossas vidas, que a graça de Deus interfira naquilo que Ele decidiu no Seu governo. Deus deseja que os homens respeitem Seu governo e não que o ignorem. Se ignorarmos o governo de Deus, aos Seus olhos somos com “foras da lei”. Uma vez que jamais vimos o reino, à exceção de sua realidade demonstrada pela igreja, é imperativo que apreciemos o sistema do governo de Deus. De fato, a finalidade do sistema da graça é o de complementar o sistema governamental de Deus. O sistema de governo não existe em função do sistema da graça, mas é a graça que completa o governo.
Muitos cometem um erro fundamental a acharem que a graça pode eliminar totalmente o governo. O perdão que recebemos dEle na graça não altera seu perdão governamental. Não importa quanto perdão recebemos na graça, tal não altera o perdão governamental.
O governo de Deus é um princípio independente. Do início ao fim, Deus executa seu sistema governamental. A graça simplesmente complementa o governo. O sistema da graça foi adicionado por causa da rebelião e insubordinação do homem sob o sistema de governo. A graça tem o propósito de redimir e restaurar aqueles que são insubordinado e rebelde, para que possam se sujeitar o sistema governamental de Deus. Por isso, a graça na verdade é um instrumento.
EXEMPLOS DO GOVERNO DE DEUS
1. Adão - Lembramos da trágica queda de Adão. Depois de haver criado Adão, Deus plantou um jardim e colocou o homem responsável por ele. Deus literalmente deu esse jardim a Adão e Eva. “Éden” dignifica “prazer”. Vemos que esse primeiro casal vivia em um jardim de prazer, mas pecaram contra Deus. Ainda que Deus tenha dado a eles a promessa da redenção, dizendo que um Salvador viria como descendente da mulher, mesmo assim Ele expulsou do jardim do Éden. Salvar é característico da graça de Deus, mas essa graça não interferiu no governo de Deus quando Ele expulsou Adão e Eva.
Deus não apenas expulsou Adão do Éden, mas também colocou um querubim para guardar o jardim a fim de que Adão não pudesse entrar ali novamente. Isso também é o governo de Deus. Podemos daí separar os problemas. A graça dá ao homem a promessa de um salvador, mas o governo de Deus conduz o mesmo homem para fora do jardim do Éden.
2. OS ISRAELITAS - Ao chegar a Cades-Barnéia, os israelitas recusaram-se a entrar em Canaã; Deus, conseqüentemente, negou-lhes aquele privilégio. Apesar de posteriormente se arrependerem, após tentar entrar, muitos deles foram mortos pelos Cananeus, porque Deus lhes impedira o caminho. Deus não mudou Sua decisão a despeito do clamor do povo (Nm. 13:14). Deus tem Sua ação governamental e não permitirá que homens interfiram com Seu governo.
3. MOISÉS - Moisés não santificou o Senhor perante os olhos do povo ao ferir a rocha duas vezes; como conseqüência não pode entrar em Canaã (Num. 20:7-12). Apesar de Deus ter tido misericórdia dele trazendo-o ao topo de pisga, Ele não permitiu que Moisés entrasse em Canaã com Seu povo. De Pisga Moisés pode ver a terra com Deus mas não adentrá-la (Deut. 34). Ver a terra de Canaã do topo do monte foi graça de Deus para com Moisés; não permitir que entrasse na terra foi o Seu governo.
4. DAVI - Depois de Davi haver pecado, Deus foi gracioso e misericordioso concedendo-lhe perdão. Após aquele incidente, Deus ainda concedeu-lhe graça especial permitindo que Davi tivesse com Ele comunhão especial. Mesmo assim a espada nunca se apartou de sua casa (2 Sm. 12:7-14). Esse foi o governo de Deus.
5. PAULO E BARNABÉ - Paulo e Barnabé separaram-se por causa de Marcos (Atos 15:37-39), que era aparentado com Barnabé (Cl. 4:10), por ter desertado Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária. Barnabé, porém, desejava levá-lo na próxima viagem, provavelmente pela relação de sangue. Depois que se separou de Paulo, Barnabé levou Marcos para Chipre, sua terra natal, indicando que trabalharam juntos devido à ligação familiar. Depois disso, é possível que Barnabé ainda tenha sido usado por Deus e ter realizado um bom trabalho. Entretanto, a partir daí o Espírito Santo não mais o menciona na Bíblia. Não há dúvida que seu nome esteja no Livro da vida, mas seu nome não é mais citado no livro de Atos. Este é o governo de Deus. Sob o governo de Deus, a pessoa não está livre para seguir seu próprio caminho.
SUBMISÃO AO GOVERNO DE DEUS - Podemos ver que o sistema da graça e o sistema de governo são coisas distintas. Quando mais humilde for uma pessoa, mais progredirá no sistema governamental de Deus. Nunca pense que pelo fato de termos entrado no sistema da graça simplesmente poderemos escapar do sistema de governo de Deus.
A graça não anula o governo; ao contrário, ela capacita-nos a obedecer ao governo. Digo com toda seriedade que a graça nos fortalece para sermos submissos ao governo. Ela não nos faz rebeldes e desejosos de derrubar o governo. Esses dois sistemas se complementam. O governo nunca é abolido pela graça. Somente um tolo diria que tendo recebido a graça, poderia se dar ao luxo de ser descuidado e negligente. Isso seria uma tolice.
À medida que entendemos melhor a graça, seremos melhores servos e senhores. Conhecendo melhor a graça, seremos melhores maridos, pais, filhos e até mesmo cidadãos uma vez que nos tornamos mais capacitados a nos submetermos à autoridade. Aquele que recebe mais da graça de Deus, também sabe melhor como manter o Seu governo. Não conheço ninguém que verdadeiramente conheça a graça de Deus que queira derrubar Seu governo.
USO DO VÉU E O GOVERNO DE DEUS - O uso do véu é uma questão relativa ao governo de Deus. É impossível exortar aos que não conhecem o governo de Deus a cobrirem suas cabeças, pois não são capazes de entender o quanto essa questão envolve. Aqueles que têm a visão do governo de Deus conforme revelado em Sua Palavra são capazes de apreciar a tremenda ligação entre o uso do véu e o governo de Deus. “De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei. Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus o cabeça de Cristo” (1 Co. 11:2-3). O que vemos aqui é concernente ao governo de Deus.
O relacionamento descrito aqui não é o de Pai e Filho, mas o de Deus e Cristo. Usando uma expressão mais contemporânea, Cristo é o representante de Deus. O relacionamento entre Pai e Filho diz respeito á Triunidade. Por outro lado, Cristo – o enviado de Deus – está relacionado ao planejamento de Deus, ao governo de Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17:3). Deus é Deus, e Cristo é O enviado de Deus. Este é o relacionamento entre Eles no governo de Deus. O Filho, em sua origem igual a Deus, desejava ser enviado por Deus como o Cristo. Deus permaneceu exaltado como Deus, mas Cristo desceu para realizar Sua obra. Essa é a primeira ordem de eventos no governo de Deus.
Segundo o propósito de Deus, Cristo foi colocado como o cabeça de todo homem; todas as pessoas, portanto, devem obedecê-lo. Ele é o primogênito e as primícias de toda a criação. Ele é o cabeça de todo homem e todo homem deve estar sujeito a Ele. Esse é um principio básico do governo de Deus: Cristo o cabeça de todo homem está relacionado não ao sistema da graça, mas ao sistema de governo de Deus. Da mesma forma, a questão do homem ser o cabeça da mulher também refere-se ao sistema governamental de Deus. Em Seu governo, Deus estabeleceu o homem como cabeça da mesma forma que Ele estabeleceu Cristo como cabeça e também a Si mesmo com cabeça. Dessa forma, portanto, o sistema está completo.
O próprio Deus é o cabeça; Ele estabeleceu Cristo como cabeça; e além disso Ele estabeleceu o homem como cabeça. Esses são os três grandes princípios do governo de Deus.
O fato de Deus ser o cabeça de Cristo não se refere à questão de quem é o maior; ao contrário, é simplesmente uma ordem no âmbito do governo de Deus. Igualmente Cristo é, no contexto do governo de Deus, o cabeça de todo homem e o homem o cabeça da mulher. Essa e a ordem e o designo de Deus.
Filipenses 2 mostra de maneira bastante clara que em Sua essência eterna o Senhor Jesus é Deus. No governo de Deus, no entanto, Ele se tornou Cristo e, sendo Cristo, Deus Se tornou Seu cabeça. O próprio Cristo reconhece no evangelho de João que “o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz” (5:19) “porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim à vontade daquele que me enviou” (6:38); “Muita coisas tenho para dizer a vosso respeito e vos julgar; porém aquele que me enviou é verdadeiro, de modo que as coisas que dele tenho ouvido, essas digo ao mundo” (8:26); “nada faço por mim mesmo; mas falo como o pai me ensinou” (8:28). Hoje Cristo assume Sua posição no governo de Deus. Segundo o Conselho de Deus Ele é Cristo e, como Cristo, precisa obedecer a Deus. Não é necessário que Deus o Filho obedeça a Deus o Pai pois, na triunidade, Deus Pai e Filho são um. Todavia, no governo de Deus, Cristo não está na posição de Deus Filho; Ele está na posição de Cristo, Aquele que foi enviado por Deus, o messias, o homem, o servo, nosso parente chegado que pode nos resgatar.
Um dia todo mundo saberá que Cristo é o cabeça de todo homem, porque isso é uma decisão governamental de Deus. Esse é um fato conhecido hoje apenas pela Igreja; o mundo não tem o menor conhecimento disso. No entanto, haverá um dia em que todos os povos do mundo conhecerão que Cristo é o cabeça. Ele terá a preeminência sobre toda a criação; Ele é o primogênito e as primícias de toda a criação. Todos terão de se submeter à autoridade de Cristo. De igual modo, somente na Igreja é conhecido o designo de Deus de que o homem e o cabeça da mulher. Você percebe o ponto em questão? Hoje somente a Igreja sabe que Cristo é o cabeça do homem e o homem é o cabeça da mulher.
Mencionamos anteriormente que a graça nunca derrubará o governo de Deus. Estou certo de que esse ponto ficará cada vez mais claro à medida que entendermos que a graça tem a finalidade de apoiar – não derrubar – o governo de Deus. Como poderia alguém ser tão tolo a ponto de tentar usar a graça para interferir com o governo de Deus? O governo de Deus é inviolável e pela Sua mão subsiste. Ninguém, simplesmente por ter crido no Senhor, pode desprezar a autoridade do Pai, ou mesmo minar a autoridade de qualquer governo. Não podemos dizer que pelo fato de sermos cristãos não mais pagaremos impostos. Nada disso! Quanto mais consagrados formos ao Senhor, mais manteremos o governo de Deus.
Estamos aqui hoje para mantermos o testemunho de Deus nesse mundo. Deus nos mostra que há três cabeças diferentes: Deus é cabeça, Cristo é cabeça e o homem é cabeça. Essa questão não se refere a sermos irmãos ou irmãs, mas é um designo governamental. No âmbito da graça temos irmãos e irmãs, mas no contexto do governo é diferente. Deus soberanamente desejou que Ele mesmo fosse o cabeça de Cristo, portanto Cristo tem que obedecê-lo; desejou, também, que o cabeça do homem fosse Cristo, portanto o homem tem que obedecê-lO. De igual modo, Deus soberanamente desejou que o cabeça da mulher fosse o homem e, portanto, a mulher deve trazer o sinal de obediência sobre sua cabeça.
O SIGNIFICADO DO USO DO VÉU - “Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada” (1Co. 11:4-5).
O uso do véu significa que eu me submeto ao governo de Deus, aceito a posição designada a mim por Deus, não ouso anular Seu governo com base na graça que recebi e nem mesmo cogito em considerar essa possibilidade, mas ao contrário, aceito o governo de Deus. Tal como Cristo aceita Deus como Seu cabeça, todo homem deve aceitar Cristo como seu cabeça. De igual modo, representativamente toda mulher deve aceitar o homem como seu cabeça. Ao cobrir sua cabeça a mulher declara que não é o cabeça, como se não possuísse sua própria cabeça, pois esta está coberta.
Devemos nos lembrar que, apesar de na prática somente a mulher ter sua cabeça coberta, na realidade, Cristo tem sua cabeça coberta perante Deus e todo homem tem sua cabeça coberta perante Cristo. Por que, então, Deus demanda apenas da mulher a prática do uso do véu? Isso é verdadeiramente maravilhoso pois envolve um princípio muito profundo.
Muitas vezes sinto ser impossível falar com alguns irmãos e irmãs a respeito do uso do véu por não conhecerem o governo de Deus. Antes que se possa entender o uso do véu, é necessário entender o governo de Deus. Esse assunto estará completamente esclarecido uma vez que vejamos que Cristo tem Sua cabeça coberta diante de Deus. Quanto mais devo eu ter minha cabeça coberta diante dEle! Devo cobrir minha cabeça para que ela não seja exposta nem esteja visível, pois Deus é meu cabeça. De fato, todos devem ter suas cabeças cobertas diante de Deus. Uma vez que Cristo é o meu cabeça minha própria cabeça não pode ser vista nem exposta.
Gostaria de dizer às mulheres cristãs que Deus designou o homem para ser o cabeça da mulher. Nos dias de hoje, em que a autoridade de Deus é desconhecida pelo mundo, o Senhor demanda essa ordem apenas na Igreja. Portanto, isso afeta o próprio fato de sermos cristãos. Deus requer de nós, na Igreja, que aquilo que Ele designou de forma governamental.
A RESPONSABILIDADE DAS IRMÃS - Ao cobrir a cabeça, uma irmã apresenta-se diante de Deus na base da posição de Cristo diante de Deus e da posição do homem diante Cristo. Deus deseja que a mulher cubra a cabeça para manifestar sobre a terra o Seu governo. Esse é um privilégio somente da mulher. Ela não cobre sua cabeça apenas por causa de si mesma, mas o faz de forma representativa. Para si mesma, porque é mulher e de forma representativa, porque ela representa o homem perante Cristo e Cristo perante Deus. Quando a mulher cobre sua cabeça perante Deus é como se Cristo cobrisse Sua cabeça perante Deus. Igualmente, quando a mulher cobre sua cabeça perante o homem, é como se o homem cobrisse sua cabeça perante Cristo. O homem ou a mulher não deve ter cabeça uma vez que Cristo é o cabeça. Se a cabeça de alguém não está coberta, haverá duas cabeças. Entre Deus e Cristo, uma cabeça deve estar coberta; de igual modo isso deve ocorrer entre homem e mulher e entre Cristo e todo homem. Se uma cabeça não estiver coberta como resultado haverá duas cabeças e o governo de Deus não permite duas cabeça. Se Deus é cabeça, então Cristo não pode ser; se Cristo é cabeça, então o homem não pode ser e se o homem é cabeça, então a mulher não pode ser.
Deus conclama as irmãs para demonstrarem essa ordem. É por intermédio delas que o sistema governamental de Deus deve ser demonstrado. É das irmãs a responsabilidade terem sobre suas cabeças o sinal de obediência. Deus especificamente ordena que as mulheres tenham suas cabeças cobertas ao orar ou profetizar. Por que? Porque elas devem conhecer o governo de Deus ao se aproximarem dEle. Ao se aproximar de Deus para orar para as pessoas ou se aproximar das pessoas para profetizar por Deus – seja orar ou profetizar; seja naquilo que vai em direção a Deus ou naquilo que vem de Deus, em tudo que é manifestar o governo de Deus.
O homem não deve cobrir sua cabeça. É uma vergonha para o seu cabeça, se o homem cobre sua cabeça perante a mulher, pois o homem representa Cristo.
COMO COBRIR A CABEÇA
Dois aspectos
1. “portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu” (1 Co 11:6). Em outras palavras, Deus fala para que as irmãs ataviem-se plenamente.
Porque é vergonhoso tosquiar ou rapar-se? É porque na lei do Antigo Testamento tosquiar ou rapar a cabeça era um sinal que a mulher era prostitua. Por isso no original diz que a mulher falta o respeito (desonra) ao seu cabeça o (marido) se ela orar ou profetizar sem estar com a cabeça coberta com véu. Para os anjos caído ela é uma prostituta, e está sujeita a ser possuída por espírito de dupla personalidade. Fica impossível a mulher resistir às tentações no que diz respeito o adultério ou prostituição.
Mulher alguma pode simultaneamente manter seu cabelo e não cobrir sua cabeça. Se não cobrir a sua cabeça a mulher deve tosquiar ou rapar sua cabeça. Se, no entanto, ela se vergonha de ter a cabeça rapada ou tosquiada, deve mantê-la coberta. Trata-se de algo que deve ser feito de forma completa, não parcialmente.
“Porque, na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem” (v.7). uma vez que o homem representa a imagem e a glória de Deus, ele não deve cobrir a cabeça. A mulher, porém, é a glória do homem e assim deve cobrir sua própria cabeça. Se a mulher não cobrir sua cabeça, ela não poderá demonstrar que o homem é o seu cabeça. “Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem” (v. 8-9). Esses dois versos deixam muito claro que a questão aqui refere-se a governo. “Porque o homem não foi feito da mulher” – essa foi uma decisão de Deus. Na criação de Deus, o homem não veio da mulher, mas a mulher foi tomada da costela do homem. Portanto, o cabeça era Adão, não Eva. mais ainda: “Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por cauda do homem”. Considerando-se apenas a ordem estabelecida por Deus na criação, a mulher deve ser submissa ao homem.
“Portanto, deve a mulher, trazer véu na cabeça, com sinal de autoridade” (v.10). a Bíblia não especifica o que usar como cobertura; ela somente afirma que a cabeça, onde cresce o cabelo, deve ser coberta. Porque a cabeça deve ser coberta? Por causa dos anjos.
2. Fico maravilhado com esse ensinamento sobre a necessidade das irmãs terem sua cabeças cobertas em sinal de autoridade por causa dos anjos. Conhecemos a trágica história de como alguns anjos pecaram. Por quê Satanás rebelou-se conta Deus? Porque ele desejou tornar-se igual a Deus. Em outras palavras, o anjo Lúcifer tentou expor sua própria cabeça perante Deus e recusou submeter-se à sua autoridade. Em Isaias 14, Satanás reitera continuamente: “eu farei”; “eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (vv.13-14).exatamente nessa passagem vemos um arcanjo caindo para se tornar Satanás. Apocalipse 12 também mostra que quando satanás caiu, com ele caiu um terço da força angelical (Ap. 12:4). Por que os anjos caíram? Por não se sujeitarem à autoridade de Deus – o cabeça. Ao contrário, tentaram expor suas próprias cabeças.
A mulher tem hoje um sinal de autoridade sobre sua cabeça por causa dos anjos, ou seja, como um testemunho para os anjos. Somente as irmãs na Igreja podem dar testemunho, pois as mulheres do mundo nada sabem sobre isso. Quando hoje as irmãs têm sobre suas cabeças esse sinal de autoridade, dão o testemunho que: “Cobri minha cabeça, para que não tenha a minha própria cabeça, pois não busco ser cabeça. Minha cabeça está coberta e aceitei que o homem é o meu cabeça, e ao aceitar o homem como meu cabeça, significa que aceitei Cristo como cabeça e Deus como cabeça. Porém alguns de vocês, anjos, rebelaram-se contra Deus”. É isso também é “por causa dos anjos”. Os anjos não só rebelaram mas cometeram fornicações. Judas falam deles:
“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, (os anjos) seguindo após outra carne, são postos para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição”. Judas (vv.6- 7)
O pecado dos anjos não foi só rebelar, e querer ser cabeça, mas muito mais eles prostituíram.
“Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus (os anjos) que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram”.
“Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus (os anjos) possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade”.(Gen. 6: 1,2 e 4)
esses foram os pecados dos anjos, abandonaram seus próprios domicilio no céu, e veio prostituir na terra, seguindo após outra carne, não podemos aprofundar nesse assunto devido nosso tema não é esse. Mas o assunto é muito profundo e significativo.
Tenho sobre minha cabeça um sinal de autoridade. Sou um mulher que possui a cabeça coberta. Esse é o mais excelente testemunho todos os anjos, quer para os que caíram como para os que não caíram. Não é de se admirar que Satanás constantemente se oponha à questão do uso do véu, porque isso o expõe à vergonha. Estamos cumprindo o que ele não cumpriu. Aquilo que Deus não recebeu dos anjos, Ele recebe agora da Igreja. Pelo fato de alguns anjos não terem se submetido à autoridade de Deus e seu Cristo, o mundo jaz em grande confusão. A queda de Satanás causou muito mais problemas do que a queda do homem. Graças a Deus, porém, que aquilo que não obteve dos anjos caídos, Ele obtém de sua Igreja.
Quando as irmãs assumem a posição destinada à mulher na Igreja e aprendem a cobrir suas cabeças, em silêncio proclama uma palavra de testemunho para os anjos no ar, demonstrando que Deus obtém na Igreja o que Ele deseja. Por isso a mulher deve ter sobre sua cabeça o sinal de autoridade, um testemunho para os anjos.
OS EXTREMOS - Alguns, no entanto, podem chegar a extremos, achando que por ser o homem o cabeça e que a mulher deve obedecer à autoridade do homem, então a mulher tem que assumir uma atitude de submissão cega. Ir para extremos é uma tendência humana – não mover um passo sequer ou ir ao extremo oposto. Paulo nos adverte com um “porém”, uma vez que as coisas não são assim tão simples. Certamente esse é o testemunho exterior, mas o que dizer do fato interior? “no Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher” (v.11). por que é assim? “Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus” (v12)
No jardim do Éden, a mulher foi tirada do homem. Mas após o jardim do Éden, o homem é tirado da mulher. Homem algum nasce sem que seja de mulher. De fato, o homem não pode viver sem a mulher nem a mulher sem o homem. Nenhum dos dois pode dizer que é especial, pois todas as coisas são de Deus. Portanto, a ordem para cobrir a cabeça não é além de um sinal de autoridade sobre a cabeça. Uma vez que todas as coisas são de Deus, não há lugar para se gabar ou menosprezar.
“Julgai entre vós mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus sem trazer o véu?” (v.13). Paulo dirige essa pergunta especialmente ás irmãs. Depois de saber que no governo de Deus o cabeça de toda mulher é o homem, e que Deus designou a mulher para representar todo homem e também representar Cristo diante de Deus – Depois de conhecer tudo isso, é apropriado que uma mulher ore a Deus sem o véu?
“Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para o homem usar cabelo comprido?” (v.14). aqui Paulo usa o sentimento da Igreja para que julgue esse problema. “E que, tratando-se da mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de mantilha” (vv. 15)l mulheres no mundo inteiro entesouram seus cabelos pois são a sua glória. Gostam de manter seus cabelos. Ainda estou por ver uma mulher que queira jogar seu cabelo no lixo! O cabelo é extremamente precioso. Parece que Deus deu á mulher cabelo comprido como cobertura. Paulo explica que, tendo Deus dado à mulher o cabelo comprido por cobertura, ela deve acrescentar outra cobertura à natural. Voluntariamente a mulher deve colocar outra cobertura sobre sua cabeça. Isso fica claro ao lermos juntos os versículos 15 e 16. “portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu”, “E que, tratando-se da mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de mantilha”. (J.R.S)
DOIS VÉUS - Se lermos o versículo seis e o quinze junto, constataremos que a mulher deve usar dois véus. Um provisório e outro permanente. O véu do versículo seis, (o provisório) é usado nos momentos especiais, ou seja: para orar e profetizar. Se a mulher não está orando nem profetizando, então ela deve estar com seu véu permanente, que é o cabelo comprido.
Deus cobriu com cabelo a cabeça da mulher, aquela, pois, que se submete à autoridade de Deus deve usar algo para cobrir-lhe a cabeça. (Para orar e profetizar). De outra forma ela deve rapar o cabelo (o véu) que lhe foi dado por Deus. Em outras palavras, se aceitar a cobertura de Deus, (o cabelo) você deve acrescentar a sua própria cobertura (o véu). Se rejeitarmos cobrir a cabeça com véu para orar e profetizar, devemos remover a que nos foi dada por Deus, (o cabelo). A Bíblia indica que o cabelo comprido não é suficiente para orar e profetizar. Outra cobertura deve ser acrescentada, o véu provisório. Obs: O véu não é um tecido transparente ou uma renda, o véu é algo que realmente cobre a cabeça, a bíblia fala de mantilha.
A Bíblia deixa bem claro ou a mulher submete a autoridade de Deus e use os dois véus; ou ela declara que é rebelde. Nesse caso ela deve rapar a cabeça como sinal que ela não é submissa.
Hoje as pessoas não guardam nenhum desse dois mandamentos da Bíblia. Se uma irmã não quiser cobrir-se, mas por outro lado decide rapar seu cabelo, pode-se considerar que ela deu ouvidos às palavras da Bíblia do lado negativo, rebeldia. Atualmente, porém, as mulheres nem cobrem nem rapam o cabelo – uma dupla desobediência. Por outro lado, tem muitas mulheres que ora a Deus sem nenhum dos véus, ou seja sem o véu provisório e com a cabeça rapada. Nesse casso é uma dupla desobediência também. Não pense que Deus responde oração de irmãs que procede dessa maneira.
O que deve fazer aquela que obedece? Uma vez que Deus tem coberto minha cabeça, também a cobrirei. Deus me cobre com cabelo natural e eu cobrirei minha cabeça com um sinal. Aqueles que conhecem a Deus devem acrescentar seu próprio sinal ao sinal de Deus. (J.R.S)
COM RESPEITO AO CONTENCIOSO - “Contudo, se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus” (v. 16). Creio que Paulo fala muito seriamente. Ele conheciam bem os coríntios – e há muitos deles, não apenas na Corinto da antiguidade, mas em todo lugar hoje.
“Se alguém quer ser contencioso”. Sobre o que tal pessoa está contendendo? Qual problema é discutido nos versos de 1 a 15, já que o verso 16 certamente refere-se aos tópicos dos versos de 1 a 15? Paulo simplesmente enfatiza que é errado discutir sobre o que fora estabelecido nos versos de 1 a 15.
“Se alguém quer ser contencioso”. Há muitos que gostam de argumentar que não é necessário para a mulher cobrir sua cabeça. Tais pessoas argumentam que ser Deus o cabeça de Cristo, Cristo o cabeça de todo homem e o homem o cabeça de toda mulher são assunto que dizem respeito apenas aos coríntios, não ao universo. Graças a Deus que ser um cristão é um assunto universal e não apenas coríntio. Graças a Deus que Deus o cabeça de Cristo é algo também universal, não uma questão coríntia. Eu também, o menor de todos os servos de Deus, posso falar do mesmo modo: ser o cabeça da mulher é uma questão universal, não uma questão que diz respeito apenas aos coríntios.
“Se alguém quer ser contencioso”. Alguns imaginam que as irmãs não precisam ter suas cabeças cobertas. Eles opõem-se á palavra de Paulo e ao que ele recebera do Senhor e entregara a eles. Qual é a resposta de Paulo? “Saiba que nós não temos tal costume”. O nós refere-se a Paulo e os apóstolos. Não há, entre os apóstolos, esse costume de que as irmãs não se cubram. Essa é uma questão não negociável. Se alguém ainda deseja contender, a resposta é “nem as igrejas de Deus”. Está, portanto, fora de discussão.
Paulo mostra o que as igrejas de Deus decidiram fazer. De acordo com o costume daquela época, quando os judeus entravam na sinagoga, eles cobriam suas cabeças. Tanto homem como mulher, ao entrar na sinagoga, usava um véu para cobrirem a cabeça chamado tallith sem o qual não entraria. Os gregos daquela época, no entanto, tinham costumes diferente (e Corinto, a propósito, era uma cidade grega). Nem homem nem mulheres cobriam a suas cabeças ao entrar nos templos. Não havia nação ou raça gentia nos dias de Paulo que exigisse que a mulher usasse véu e o homem não. Ou ambos usavam – como no caso dos judeus, ou nenhum dos dois usava – como no caso dos gentios. Somente entre os Cristãos o homem tinha a sua cabeça descoberta e a mulher, coberta.
Portanto, homem ter a cabeça descoberta e a mulher coberta é um mandamento que somente os apóstolos cristãos deram. É uma prática que somente as igrejas de Deus guardam, pois difere tanto dos costumes judeus como dos gentios. é algo novo e é de Deus.
Todos os apóstolos criam que a mulher deveria ter sua cabeça coberta. Se alguma pessoa hoje professa ser um apóstolo e não crê que a mulher tenha que ter a cabeça coberta, ele não pode ser contado como um dos apóstolos, mas deve ser considerado como um estranho. Não existe tal prática entre os apóstolos de não crerem nisso. Se alguma igreja não crê, a resposta de Paulo é: “nos não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”. Nenhuma das igrejas nos locais que os apóstolos visitaram tinha o costume de discutir sobre o uso do véu pela mulher. A resposta a qualquer um que questiona essa prática é que não existe o costume de se discutir sobre o assunto. Nos versos de 1 a 15, Paulo deseja arrazoar, mas depois ele não diz mais nada. Se alguém quer ser contencioso, Paulo diz que nenhum dos apóstolos aprovará tal opinião. Se alguém quer discutir, nenhuma igreja concordará com seu ponto-de-vista. Tal pessoa ficará fora da comunhão das igrejas bem como dos apóstolos.
Portanto, que nossas irmãs apresentem suas cabeças cobertas ao orar ou profetizar. Por quê? Para manifestar que, na Igreja, Deus tem obtido aquilo que Ele não obteve no mundo, no universo e com os anjos.
O PRINCÍPIO DA REPRESENTATIVIDADE: Nós, cristãos, vivemos debaixo de dois princípios distintos: o pessoal e o representativo. Diante de Deus, não vivemos apenas de forma pessoal, mas também representativa. Se não estou enganado, no futuro seremos julgados tanto no que é pessoal como que diz respeito á nossa representatividade.
1. ILUSTRADO PELOS SENHORES Temos aqui, por exemplo, um senhor sob quem estão vários servos. Esse senhor é um irmão em Cristo, porém trata seus servos de formas desonesta, injusta, irracional e rude. No futuro, ele certamente será julgado por Deus por sua desonestidade, injustiça, irracionalidade e rispidez. Ele receberá, também, um julgamento adicional, não apenas pelo mau relacionamento com seus servos, mas também por representar o nosso Senhor como Senhor diante de Deus. Toda vez que servos reflete a maneira como o Senhor trata Seus próprios servos. Se pecar, ele pecará em sua representatividade e em sua conduta pessoal. Ele será julgado por seus próprios pecados e também pelo pecado de representar o Senhor incorretamente.
2. ILUSTRADO PELOS SERVOS: Suponhamos, agora, que eu seja um servo cristão ao invés de senhor. Se furtar, ficar ocioso, mentir, trapacear, ou simplesmente prestar um serviço apenas da boca para fora, serei julgado por esses pecados. infelizmente meu julgamento não termina aí pois, como servo, represento todos aqueles que servem o Senhor que está nos céus. Se fosse um problema de serviço apenas diante dos homens, meu trapacear, meu roubar ou minha ociosidade teriam conotação diferente. No entanto, toda vez que a Bíblia menciona servos, somos lembrados de que somos servos do Senhor que está no céu. Portanto, não sou apenas um servo, mas represento todos os servos. Individualmente sou um servo, mas também o sou de forma representativa.
3. ILUSTRADO POR MOISÉS: Moisés perdeu a paciência diante do povo de Israel em Meribá porque eles tentaram a Deus. Ele golpeou a rocha duas vezes com a vara. Deus imediatamente o repreendeu. Moisés poderia ter sido perdoado se, ao perder a paciência, tivesse errado apenas como indivíduo, mesmo sendo o líder do povo. Não demonstrou ele muito mais ira ao quebrar as duas tábuas da lei escritas pelas próprias mãos de Deus ao ver o povo de Israel adorando o bezerro de ouro? Deus, todavia, não o reprovou, pois naquela ocasião a ira de Moisés representava a ira de Deus e, portanto, justa. Mas desta vez ao golpear duas vezes a rocha, o que diz Deus? Deus disse: “Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei” (Nm. 20:12). Em outras palavras, Moisés representou mal a Deus, pois o povo de Israel achou que Deus estava irado, quando de fato Ele não estava.
POSIÇÃO PESSOAL E POSIÇÃO REPRESENTATIVA: Vemos, assim, que pecado pessoal e pecado representativo são duas coisas diferentes. Ao ler 1 Coríntios 11:3, toda irmã, toda mulher (apesar de não encontrarmos tal mulher no mundo) deveria entender que não possui apenas sua posição pessoal, mas também a representativa. Deus é o cabeça de Cristo, Cristo o cabeça de todo homem e o homem o cabeça da mulher. Por essa razão, a mulher deve ter sua cabeça coberta.
Tendo sua cabeça coberta ao orar ou profetizar, a irmã proclama diante de Deus que ninguém, deve expor sua cabeça diante de Deus, nem mesmo ter sua opinião ou idéia própria diante de Cristo. Na presença de Cristo, todas as cabeças devem esta cobertas, todas as opiniões e julgamentos devem ser rejeitados. Confessemos ao Senhor: “Tu és minha cabeça”. Como irmã, sua cabeça está coberta porque você está numa posição representativa. De fato, você representa, dessa forma, todo o universo. Você declara para o mundo o que todos devem fazer diante de Cristo.
O uso do véu, em si mesmo, é uma questão pequena, mas constitui-se em um grandioso testemunho.
Do livro: (amai-vos uns aos outros – Watchman Nee Pg 69)
Watchman Nee também viu o significado bíblico do uso do véu e da verdadeira prática de imposição de mãos. O uso do véu é uma expressão de submissão e obediência ao encabeçamento de Cristo na igreja... Biografia Pg 181
Mencionarei, agora, várias questões externas. Por exemplo: o cobrir a cabeça está definitivamente na Bíblia. Hoje, a igreja deve ser absolutamente a favor do cobrir a cabeça. Mas, se alguns irmãos ainda não viram isso, devemos tomar a atitude de Romanos 14, e esperar que eles o vejam, porque devemos receber aqueles aos quais o Senhor recebe. Embora não vejam agora, esperamos que o vejam no futuro. Com referência a tudo o que está na Bíblia, a igreja só pode firmar-se no lado positivo, e não no lado negativo. Se alguns ainda não viram a questão do cobrir a cabeça, a igreja só pode dizer que, apesar da sua fé fraca, os receberá também. Se uma irmã cobre a cabeça e a igreja não a recebe, ela sentirá que a igreja não é dela e por isso irá embora. Então vocês forçarão o surgimento de uma seita dos que cobrem a cabeça. Se firmarem na posição de não favorecer o cobrir a cabeça, e de não permitir que as irmãs o façam, vocês não serão igreja. O receber os santos não se baseia no fato de cobrir ou não a cabeça. Se o acolher o irmão estiver baseado no fato de cobrir a cabeça, e não no acolhimento de Cristo, as irmãs que o fazem sentirão que tal igreja não é delas. Precisamos, portanto, ver claramente que devemos ficar com a Bíblia, de acordo com o que está nela. Se há alguns incapazes de alcançar esse nível, devemos suportá-lo com paciência...Se vocês quiserem permanecer na posição de igreja, devem aceitar tudo que estiver na Palavra de Deus. (Palestras adicionais Pg 65/66)
RECONHECENDO AS AUTORIDADES: quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo. (I Cor. 11:3)
Se por um lado os crentes coríntios exageravam a autoridade de seus heróis, de acordo com os quais criavam divisões denominacionais, por outro lado não percebiam a desordem reinante na congregação de Corinto no tocante ás mulheres, o que se devia á sua ignorância quanto á hierarquia de autoridades.
Existe certa ordem decrescente de autoridade; cada ser tem o seu “cabeça”. O cabeça, como diretor do corpo, representa a autoridade. Assim, de todas as famílias do céu e da terra, Deus é o cabeça. O pai é o cabeça até mesmo de Cristo, e não somente na missão terrena deste, mas também dentro da própria triunidade o Pai é o cabeça e o Filho lhe é subordinado. (assim como o Espírito é superior ao corpo). I Co.15:28.
O Filho estabeleceu o exemplo. Seu Cabeça é o Pai, e é em obediência ao Pai que ele cumpriu e está cumprindo a sua missão (Jo.8:29).
O Filho de Deus estão todos sujeitos a Cristo como o cabeça, pois ele é o alvo de toda a sua existência, além de ser o poder que pode fazer deles seres participantes de sua própria natureza divina (Rom.8:29). Portanto, o cabeça do homem é Cristo. O homem não é independente, mas dependente, porquanto nem ao menos é o senhor de seu próprio destino. A própria salvação consiste de crescermos em Cristo como o cabeça, em que contamos com ele como o cabeça de tudo. (Ef.1:10-23).
A mulher não é espiritualmente inferior ao homem, mas está subordinada a ele nesta esfera terrena, especificamente a seu próprio marido. Não pode cumprir seu papel no seio da igreja, imitando as frenéticas sacerdotisas descabeladas e sem véu dos pagãos. Portanto, que ela faça certas coisas: que traga os cabelos logos, como lhe é natural (símbolo da autoridade de seu marido sobre ela), e que use um véu sobre a cabeça, em determinadas ocasiões, o que também lhe serve de símbolo de sua sujeição.
O que Paulo queria que entendêssemos é que aquilo que ele dizia aqui expressa um princípio geral, com muitas implicações, incluindo a posição e a função das mulheres crentes no seio da igreja, o que havia sido violado pelos coríntios, cujas mulheres viviam exageradamente emancipadas.
Visto que a cabeça pertence á mesma essência que o corpo, e que Deus é o cabeça do Filho, então o Filho deve ser da mesma essência do Pai (Crisóstomo). A essência do Pai é o Filho (JR).
A mulher é da mesma essência que o homem, não tendo sido criada por ele; assim também o Filho não foi criado pelo Pai, mas é da mesma essência que o Pai. (Teodoro). O Filho foi gerado pelo Pai Sl.2:7, o Pai é Espírito o Filho é a substância, essência do Pai. (JR).
Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada. (Ico.115)
Entramos aqui as instruções paulinas sobre o véu das mulheres. Os versículos cinco, seis, nove, dez, doze, treze, quinze. Ensinam, mui dogmaticamente, que a mulher deve usar o véu quando ora ou profetiza. Que assim deve ser, está de acordo com o principio geral mostrado no terceiro versículo deste capitulo , e que Paulo considerava estar sendo violado pelos crentes de Corinto. É uma interpretação suicida, portanto, fazer os versículos quinze e dezesseis contradizer o ensino geral desta mensagem, supondo que os cabelos das mulheres (se forem longos, conforme o texto requer) lhes foram dados em lugar ou em substituição ao véu, tornando desnecessário o uso do véu, conforme alguns estudiosos têm interpretado o décimo quinto versículo. Igualmente incoerente e contrário ao texto inteiro é aquela interpretação que supõe que, no décimo sexto versículo, Paulo diz que se algum homem desejar levantar objeção acerca dessa questão, Paulo estava disposto a esquecer-se do assunto inteiro, permitindo que as mulheres fizessem como bem lhes entendessem. Não é isso que o décimo sexto versículo ensina.
Interpretações Antigas e Modernas: O próprio texto é claríssimo. A mulher deve usar um véu e também trazer os cabelos longos. Nenhuma outra interpretação é possível, considerando-se os conceitos do Judaísmo antigo, quando as mulheres sem véu eram tidas com prostitutas, mulher em período de luto ou esposas infiéis, cujo véus lhes tinham sido tirados e cujos cabelos lhes tinham sido rapados, a fim de que exibissem o seu opróbrios. Nenhuma mulher de respeito retirava seu véu em público ou trazia os cabelos cortados rente.
Obs: (1) E O VARÃO A CABEÇA DA MULHER – Cabeça secundária e subordinada; porque cabeça primária de um e outro, é Jesus Cristo.
(2) E DEUS A CABEÇA DE CRISTO – De Jesus Cristo, enquanto homem; porque enquanto Deus, é Jesus Cristo o Divino Verbo, e o Divino Verbo é Deus, e uma mesma cabeça. Jesus Cristo Homem, é o cabeça e mediador; como Deus Ele é nosso salvador. Três ofício:Profeta Sacerdote e Rei.
A desobediência trouxe morte, a obediência traz vida.
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