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(Gn 17:1-14; Cl 2:8-15; Mt 28:-18-20; Tt 3:5)
I. INTRODUÇÃO
O batismo e a ceia do Senhor são os dois sacramentos ordenados por Jesus para serem observados na dispensação da graça. A ceia foi instituída quando da última participação de Cristo na páscoa (Mt 26:26-30) [1]. O batismo está incluído na grande comissão, mencionada em Mateus 28:18-20 e Marcos 16:15-16). Na concepção reformada, “os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar Cristo e seus benefícios, e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o restante do mundo, e solenemente comprometê-los no serviço de Deus em Cristo, segundo a sua Palavra. [2]
II. O SIGNIFICADO DO BATISMO
Nem todos os de Israel são de fato israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos seus filhos; mas em Isaque será chamada a sua descendência. Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa (Rm 9:6-8).
Há diversos exemplos de membros professos da igreja tanto no AT como no NT, os quais foram circuncidados/batizados, mas que nunca experimentaram o lavar regenerador do Espírito Santo. Auxiliares diretos do Apóstolo Paulo, como Demas, abandonaram a fé cristã por amarem o presente século (2 Tm 4:10).
Parece desnecessário provar o que a História da Igreja e a experiência tornam mais do que evidente.
2. Não é Meio de Salvação
O batismo não tem poder divino inerente. Em si mesmo ele não pode regenerar ninguém. Esta doutrina (da regeneração batismal) é ensinada pela Igreja Católica. Para eles, o batismo confere os mérito de Cristo e o poder do Espírito Santo, purificando da corrupção interna, garantido remissão da culpa do pecado e infusão da graça santificadora, unindo o batizado com Cristo, abrindo-lhe as portas dos céus. Na teologia Católico-romana, a eficácia do batismo não depende nem dos méritos do oficiante nem dos méritos do batizado, mas da própria ação sacramental.
3. É a Continuação da Circuncisão
Os dois sacramentos do Antigo Testamento não foram abolidos, mas substituídos.
A páscoa (o sacramento comemorativo da igreja visível) transformou-se na santa ceia, quando Jesus dela participou pela última vez (Mt 26:26-30).
A circuncisão (sacramento de admissão na igreja visível) transformou-se no batismo cristão, visto que não mais havia necessidade de derramamento de sangue, pois o Cordeiro Pascal estava preste a ser imolado. Em Colossenses 2:11-12, o batismo cristão é chamado explicitamente de ‘‘circuncisão de Cristo’’ (o mesmo que circuncisão cristã) :
“Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados, mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”. (Cl 2:11-12)
O argumento do Apóstolo Paulo é evidente: nós cristãos também fomos circuncidados, não com o corte do prepúcio, mas com o batismo cristão que tem a mesma função da circuncisão judaica, podendo portanto até mesmo ser chamado de circuncisão cristã.
4. É o Selo do Pacto da Graça
Já que o batismo cristão corresponde à circuncisão judaica, o batismo é, para a Igreja visível no Novo Testamento, o que foi para a Igreja visível no Antigo Testamento: a confirmação (o sinal visível) da aliança que Deus fez com Abraão, o “pai de todos os crentes.” É exatamente este o papel da circuncisão, conforme as palavras do próprio Senhor a Abraão, quando da instituição desta ordenança em Gênesis 17:1-13:
Quando atingiu Abraão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus todo-poderoso: anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança (um pacto) entre mim e ti, e te multiplicarei extraordinariamente... será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações... estabelecerei a minha aliança (pacto) entre mim e ti e a tua descendência no curso das gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus, e da tua descendência. Disse mais Deus a Abraão: Guardareis a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações... Circundareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa, como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua.
A circuncisão dos Israelitas e dos prosélitos do judaísmo era, portanto, um sinal externo da aliança de Deus com Abraão, segundo a qual ele (Abraão) e seus descendentes constituiriam a igreja visível de Deus na terra. O batismo cristão, assim como a circuncisão judaica, é, portanto, o sinal externo solene de admissão na igreja visível.
Isto não implica necessariamente em que todos os de Israel (da igreja visível no AT) fossem ou seriam verdadeiros israelitas (membros da igreja invisível), ou seja: que necessariamente fossem ou seriam objeto da graça salvadora. Nem implicava em que aqueles que não fossem de Israel (judeus), não pudessem vir a ser verdadeiros israelitas (membros da igreja invisível).
A circuncisão implicava, sim, em que seriam considerados povo de Deus, e seriam objeto do seu especial cuidado, da sua bênção e da sua revelação. De fato, os compatriotas de Paulo segundo a carne desfrutaram de privilégios especiais, tais como ‘‘a adoção, e também a glória, as alianças (os pactos da graça e da lei), a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas e também deles descende o Cristo, segundo a carne...’’ (Rm 9:3-4). Depois de demonstrar a culpabilidade universal (de gentios e judeus), o Apóstolo Paulo pergunta: ‘‘Qual, pois a vantagem dos judeus? Ou qual a vantagem da circuncisão?’’ Ele mesmo responde: ‘‘Muitas, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus. ’’ (Rm 3:1-2).
Conclusão: O batismo, assim como a circuncisão, é o rito ou forma externa determinada por Deus para simbolizar e selar a admissão de pessoas na igreja visível, como beneficiários do pacto da graça e objeto do seu cuidado especial. É verdade que o símbolo pressupõe, em geral, o gracioso lavar regenerador do Espírito Santo pela Palavra (Tt 3:5), por meio do arrependimento e da fé; mas não o opera nem garante.
O que precisa ser entendido é que esta aliança que Deus fez com Abraão, chamada pelos reformados de pacto da graça, é a implementação histórica de uma aliança eterna, e nunca foi ab-rogada (anulada). Esta aliança, cujo selo era a circuncisão e agora é o batismo (a circuncisão de Cristo) é anterior à lei de Moisés e, portanto continua vigorando. O pacto da lei passou (um adendo), é verdade, bem como suas leis cerimoniais. Mas não a aliança da graça com Abraão, a qual foi instituída cerca de quatrocentos anos antes da lei de Moisés. A aliança com Abraão não passou, é ‘‘aliança eterna’’. As ordenanças, os símbolos dessa aliança, mudaram: primeiro só a circuncisão; depois foi acrescentado a páscoa, e depois ambas foram substituídas pelo batismo e pela ceia do Senhor. Mas a aliança é a mesma.
É isto o que o Apóstolo Paulo afirma em Gálatas 3:17. Demonstrando que a lei de Moisés não pode invalidar a aliança com Abraão, ele diz: ‘‘Uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa.’’
Logo, a aliança mencionada no Novo Testamento não é uma outra aliança, uma aliança recentemente estabelecida, que ab-rogou a aliança feita com Abraão; mas a mesma aliança renovada, por Aquele que é o Mediador da aliança: Jesus (cf. Gl 3:27,29). A palavra usada não é "nevo", "mas kainov" como em novos céus e nova terra (não outros céus e outra terra, mas estes céus e esta terra renovados).
O fato é que a igreja é a mesma. Somos membros de um mesmo corpo. Somos a ‘‘comunidade de pacto’’. Somos os verdadeiros descendentes de Abraão. ‘‘Os da fé é que são filhos de Abraão’’(Gl 3:7). Somos (a igreja cristã) os ramos que foram enxertados; nos tornamos participantes da mesma raiz e da mesma seiva da oliveira (Rm 11:17). O meio de salvação também não mudou. Somos salvos hoje do mesmo modo como foram os crentes na época do Antigo Testamento; isto é, pela graça soberana de Deus mediante o arrependimento e a fé nas Suas promessas, entre as quais a principal era a vinda do Messias, o Redentor de Israel (Rm 4:1-17). Logo, por que razão os filhos dos membros da nova aliança deveriam ser excluídos da comunidade do pacto, da igreja visível? Por que negar-lhes o selo da pacto: o batismo?
IV. AS CRIANÇAS E O PACTO DA GRAÇA NO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento exclui as crianças da condição de beneficiárias do pacto da graça? Não, em nenhum lugar do Novo Testamento os filhos dos que pertenciam à aliança — os quais tão enfática e explicitamente nela foram incluídos em Gênesis 17 — foram excluídos. Pelo contrário, há afirmações também explícitas de que continuam incluídos.
1. O próprio Senhor Jesus afirmou que eles pertencem ao seu reino: ‘‘Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino dos céus’’ (Lc 18:16).
2. Pedro confirma que a promessa os inclui: ‘‘Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos, e para todos os que ainda estão longe’’ (At 2:39)
3. O Apóstolo Paulo reconhece a posição dos filhos como ‘‘santos’’, quando pelo menos um dos pais é crente. Escrevendo aos Coríntios, Paulo orienta os cônjuges que haviam se convertido a não se separarem pelo fato do outro cônjuge continuar descrente dizendo: ‘‘o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, vossos filhos seriam impuros; porém, agora são santos’’ (I Co 7:14)
4. Há ainda exemplos implícitos de sua prática nas páginas do Novo Testamento:
Lídia: o Senhor abriu o seu coração para crer, e logo foi batizada, ela e toda a sua casa (At 16:14,15).
O carcereiro de Filipos: Tendo perguntado a Paulo e Silas o que deveria fazer para ser salvo, eles responderam-lhe: ‘‘Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa... A seguir foi ele batizado, e todos os seus’’ (At 16:30-33)
Estéfanas: Dentre as poucas pessoas que o apóstolo Paulo havia batizado estava a ‘‘casa de Estéfanas’’ (I Co 1:16)
VI. IMPORTÂNCIA DO BATISMO INFANTIL
Para a Igreja
1) Edificação dos membros.
2) Responsabilidade da igreja na orientação dos pais e dos filhos.
Para os Pais
1) Conforto no sentido de que os filhos pertencem ao pacto. A não ser que rejeitem quando adultos, essa é a condição deles.
2) Responsabilidades: fazer os filhos conhecerem a sua condição de pertencentes ao pacto. Serem fiéis (dando-lhes bom testemunho). Educá-los no temor do Senhor.
Para as Crianças
1) Quando chegarem à idade da razão, saberão que pertencem à aliança e se perguntarão: O que isto significa? E serão tão beneficiadas com o batismo quanto aqueles que são batizados quando adultos.
2) Gozam de todos os privilégios da Igreja Visível: oração, conselhos, disciplina, ensino da Palavra, exemplo dos outros fiéis, e principalmente das promessas referentes ao pacto.
VII. O SIMBOLISMO E MODO DO BATISMO
A primeira razão que apresentam está relacionada ao simbolismo do batismo. Para eles, baseados em Romanos 6:3ss e Colossenses 3:12, o batismo é uma prescrição para imergir, como símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Eis os textos:
Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição (Rm 6:3-5).
Tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados, mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos (Cl 2:12).
A segunda razão diz respeito à inexistência, segundo eles, de exemplos de batismos por imersão no Novo Testamento.
2. A Prática Reformada e Protestante
1) O simbolismo do batismo não está na imersão, mas na purificação, no lavar purificador. Assim como a circuncisão simbolizava a remoção da impureza, o batismo com água (que é a circuncisão cristã) simboliza o lavar purificador do Espírito Santo em virtude da obra de Cristo (por meio de Cristo): “ele [Deus] nos salvou mediante o lavar regenerador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso salvador” (Tt 3:5).
2)
Este simbolismo do batismo é exemplificado no relato do apóstolo Paulo das palavras de Ananias no seu próprio batismo: “levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados...” (At 22:16). Isto é, o batismo não purifica do pecado, ele simboliza a purificação do pecado.
Eis o que diz Heidelberg sobre o batismo:
Cristo instituiu este lavar externo com água e por ele prometeu que me encontro tão seguramente lavado com o seu sangue e com o seu Espírito das impurezas de minha alma e de todos os meus pecados, como lavado externamente com água que é usada para remover a sujeira do meu corpo.
É claro que num sentido mais amplo, todas as bênçãos espirituais decorrentes da salvação estão implícitas no símbolo: a morte para o pecado, o novo nascimento, o ingresso no corpo de Cristo por meio da nossa união com ele, etc. E muitas figuras são empregadas neste sentido: morrer com Cristo, ser sepultados com Cristo, ressuscitar com Cristo, viver em Cristo, andar em Cristo, revestir-se de Cristo (Gl 3:27), ser plantados com Cristo, etc. Mas isso não significa que alguma dessas figuras seja a única simbologia indicada no batismo.
A simbologia do batismo está no lavar, na purificação pela lavagem de água, na ação purificadora do Espírito Santo, o qual nos separa do uso comum (impuro) e nos une a Cristo; e não no modo como essa lavagem é efetuada. Convém observar que, mesmo em Romanos 6, o contexto geral é a purificação do pecado:
Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum. Como viveremos ainda no pecado, nós que para ele morremos?... Sabendo, isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído e não sirvamos o pecado como escravos... Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões... (vs. 1-2, 6, 12).
3) Dos ritos de purificação no Antigo Testamento: freqüentemente por meio de aspersões de sangue ou de água. Conferir números 19:9, 13 e 20. Estes ritos de purificação de utensílios, etc., são chamados de batismos no Novo Testamento:
6) É interessante observar também que não há um só exemplo de batismo no Novo Testamento que especifique de modo explícito e inequívoco a forma de batismo (imersão ou aspersão) praticada. Na verdade, o contexto e alguns desses exemplos de batismos torna até improvável a imersão. É o caso do batismo das grandes multidões na cidade de Jerusalém, onde a água era escassa (at 2:37-41); do eunuco no deserto o; de Paulo na casa de Judas, por Ananias (nada no relato indica que saíram da casa, At 9:17-19); e do carcereiro de Filipos (At 16:30-33).
7) Os desenhos, gravuras e pinturas mais antigos (do segundo e terceiro séculos) de cenas de batismos cristãos retratam o derramamento de água sobre o batizado.
1) O batismo com água foi instituído como substituto da circuncisão, como sacramento de iniciação na igreja visível de Cristo na nova aliança, visto não ser mais necessário o derramamento de sangue. É, portanto, “a circuncisão de Cristo” (cristã).
O NOME DO DEUS TRIÚNO NO BATISMO
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
Após a crucificação, o Senhor Jesus foi glorificado. Ele se esvaziou e se humilhou, e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2:6-8). Graça ao Senhor, porém porque após Sua ressurreição, toda a autoridade nos céus e na terra lhe foi entregue (Mt 28:18). Por ter sido humilde e ido á cruz, Deus O exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor (Fp 2:9-11).
Devemos agora dar atenção especial a Mateus 28:19, que diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. O Senhor tem autoridade para nos enviar. Não somente foi-lhe dada essa autoridade, mas Ele a transferiu para nós. Ir é a Sua incumbência para nós, a fim de que façamos discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A palavra “nome”, aqui, está no singular, portanto trata-se de um só nome. Isso implica o Deus Triúno.
A determinação do Senhor Jesus era para os discípulos batizar no nome: do Pai do Filho e do Espírito Santo. Nós sabemos que Pai, Filho e Espírito Santo não é nome. Todo homem normal pode ser pai, todos somos filhos, mas cada um de nós temos um nome pelo qual está registrado em cartório. Espírito Santo não é nome, Espírito Santo é o que Ele é. Nós somos humanos, mas não chamamos humano, o Espírito Santo não chama Espírito Santo, mas (Cristo).
Pai: é Deus sobre nós, é Espírito João.4:24; é abstrato, invisível.
Filho: é Deus conosco, Emanuel; Mat. 1:23; é a imagem do pai; Col 1:15; João 1:18; é a encarnação do Verbo, João 1:1; o criador de todas coisas, é o templo do Pai habitar. (João 2:19)
Espírito Santo: É Deus em nós; João 14:17; “O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.”
O Filho é o pai em outra forma, o Espírito Santo é o filho em outra forma. Só há mudança de forma, é o mesmo Deus.
Pelo fato de o Senhor Jesus ter passado pela morte e ressurreição, Ele hoje é o Espírito da realidade. Tanto o Filho como o Pai estão Nele. O Pai habita em luz inacessível, mas por meio do Filho, que é o próprio verbo de Deus, Ele tornou-se carne, e o seu nome era Jesus (1 Tm 6:16;Jo 1:1,14). Enquanto vivia na terra, Jesus era a encarnação de Deus. O Pai corporificou-se no Filho, e o Filho, mediante a crucificação e ressurreição, tornou-se o Espírito (1Co15:45). O Espírito, portanto, é o próprio Senhor Jesus e é também o Deus Pai. E o Espírito é a consumação final e máxima do Deus Triúno. Por isso em Mateus 28:19, não há três nomes, mas apenas um.
No Antigo Testamento o nome de Deus era Jeová, que quer dizer “Eu Sou” (Ex 3:14). Uma vez em carne, Seu nome era Jesus, que quer dizer “Jeová, o Salvador”, ou “a salvação de Jeová”. Jesus é Aquele que veio salvar o Seu povo dos pecados deles (Mt 1:21). Depois de crucificado, morto e ressuscitado, Ele enviou o outro Consolador, o Espírito da realidade, que é Ele mesmo (Jo 15:26; 14:11). O Senhor se transfigurou e tornou-se o Espírito. Assim sendo, está claro que em Mateus 28:19 só há um nome: Senhor Jesus Cristo.
No Antigo Testamento, todos os homens de Deus invocavam o nome de Jeová. Mas no nome Jeová não está incluído Jesus, isto é, não há o elemento da salvação. No Novo Testamento, porém, quando invocamos o nome de Jesus, esse nome inclui Jeová e também a salvação. Além disso, após a morte, o Senhor tornou-se o Espírito da vida. Assim, ao invocar o nome do Senhor, temos tanto o Pai, como o Filho e o Espírito. Tudo isso veio após a ressurreição do Senhor Jesus. Portanto, o nome em quem batizamos os que crêem no Senhor é o nome do Deus Triúno. Quando conduzimos as pessoas ao batismo, nós as batizamos nesse nome único, singular, que é: “Senhor Jesus Cristo”.
O batismo em nome do Senhor Jesus Cristo é mistério para o sistema religioso. Para as organizações está escondido, e revelado para a igreja que é um organismo vivo, o corpo de Jesus Cristo.
“E os seus discípulos o interrogaram dizendo: Que parábola é esta? Respondeu-lhe Jesus: a vós outro é dado conhecer os mistério do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam.” (Lucas 8:9-10).
O sistema religioso não conhece o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em Mateus 28:19, repete as mesmas palavras de Jesus no batismo, ou seja: “eu te batizo em nome do pai e do Filho e do Espírito Santo.” Deus não considera o batismo feito no nome dos títulos. Porque no Novo Testamento tudo é feito no nome do Senhor Jesus Cristo:
“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. (Col. 3:17)”.
Está escrito que debaixo do céu só existe um nome: para curar os enfermos para expulsar demônios, para batizar, e para salvar, etc.
“Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvo.” (Atos 4:11-12).
A igreja primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (atos 2:42).
Três mil batizados
Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, (Atos 2:37-38).
“Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres”, (Atos 8:12).v
“Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santos; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus, Então, lhes impuseram as mãos, e recebiam estes o Espírito Santos”, (Atos 8:14-17).
O primeiro gentio a ser batizado (Cornélio)
Ainda Pedro falava estas cousas quando caiu o Espírito Santos sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro: Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santos? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias. (Atos 10:44-48).
Paulo em Éfeso batiza os que já era batizado no batismo de João
“Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: no batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus. Eles tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. Eram, ao todo, uns doze homens.” (Atos 19:1-7).
Fomos batizados em um corpo, (organismo vivo)
Pois, em um só espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeu, quer grego, quer escravo, quer livre. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. (I Cor.12:13).
O batismo lava nossos pecados
“E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome Dele. (Jesus Cristo) Atos 22:16”.
“Não por obra de justiça praticada por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Tito 3:5”.
Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.(do batismo). Heb. 10:22
Somos sepultados no batismo, (Rom. 6:3-14). E nascemos de novo, (João 3:3-7).
Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos foste batizados em Cristo de Cristo vos revestiste. Gal.3:26-27.
O senhor será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o seu nome. “Senhor Jesus Cristo” (Zac. 14:9).
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