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Existe uma causa para cada obsessão. Vamos tentar encontrar algumas das causas básicas, examinando atentamente as Escrituras.
Amor às Trevas
Há pessoas que amam mais as trevas do que a luz. Essa é uma das principais causas da obsessão. Esse amor anormal revela o desvio do coração; por isso, tais pessoas se tornam facilmente obsessionadas. A fim de evitar dificuldades e de se salvarem de problemas, elas não ousam encarar a luz, mas procuram se confortar dizendo que estão certas. Pouco a pouco, começam a crer que estão certas. Assim, ficam obsessionadas. Os judeus rejeitaram o Senhor Jesus porque amavam mais as trevas do que a luz (Jo 3:19). Eles não tinham luz, pois habitavam nas trevas. Achavam justo odiar e rejeitar o Senhor Jesus.
“Se Eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a Mim como a Meu Pai” (Jo 15:24).
Por que? Porque estavam obsessionados. Eles odiaram o Senhor sem causa. Precisamos saber que sempre que houver trevas, e não luz, existirão conceitos errados, falsa confiança e julgamento errado. Existe um elemento de obsessão em cada um desses erros. A conseqüência de não se amar a luz é obsessão.
Orgulho
O orgulho também é uma grande causa da obsessão. “A soberba do teu coração te enganou” (Obadias 3). Isso revela que a maior causa do engano próprio é o orgulho. Aqueles que enganam a si mesmos a ponto de entrar em obsessão são, provavelmente, todas pessoas soberbas. Se um cristão colocar seu coração em obter vanglória e posição diante dos homens, ele pode começar a fingir ser o que não é a fim de enganar as pessoas. Pouco a pouco, ele começa a enganar a si mesmo e a se tornar obsessionado. Uma vez que se torna orgulhoso, ele pode facilmente imaginar a si mesmo como alguém que tem algo extraordinário. Lentamente, aceitará as fantasias como verdade. Assim, ele cai na obsessão. Irmãos e irmãos nunca considerem o orgulho como um pecado insignificante, pois ele pode facilmente nos impelir para a obsessão. Aprendamos, portanto, a ser humildes.
Satanás tenta ser igual a Deus
Is 14:14 Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.
Quando o indivíduo se autodenomina um profeta, e que possui o suposto poder para dar a vida, ele simplesmente está tentando ser igual a Deus, e está se rebelando ao mesmo nível de Satanás (e é a comprovação de que é um perdido).
Vemos que se trata de uma doutrina que traz a divinização do homem, que como qualquer outra doutrina da Nova Era, se trata de doutrina de demônios.
1Tm 4:1 Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
Não Receber o Amor da Verdade
Não receber o amor da verdade é outra causa enorme por trás da obsessão. Em 2 Tessalonicenses nos é mostrado que para aqueles que “não acolheram o amor da verdade para serem salvos ...Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira”(2 Tes 2:10-11). Essa é, realmente uma conseqüência terrível. As pessoas se tornam obcecadas por crer nas mentiras. Elas crêem em coisas que não existem. Torce as Escrituras Sagradas tomam versículos isolados do Antigo Testamento, para sustentar doutrinas sem fundamento na Nova Aliança. Ex: Willian Branham cria que ele era algo extraordinário, tais como: profeta maior, profeta Elias para a igreja gentia, o anjo de Apocalipse 10:7, etc. Apesar de ter reconhecido o erro os seus adeptos continua crendo do mesmo jeito ou ainda pior crer que o Branham é a reencarnação de Jesus.
Por não receberem o amor da verdade, naturalmente se inclinam para as mentiras.
“Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento” (Pv 23.23).
A verdade precisa ser comprada, isto é, um preço deve ser pago. Bem-aventurados somos se nosso coração está bem preparado para a verdade de Deus. Nós amaremos a verdade e a aceitaremos, custe o que nos custar. Mas, muitas vezes, os homens não têm o amor da verdade neles. Eles torcem a verdade e até a descartam. Finalmente, acabam acreditando que ela não é a verdade. Proclamam como falso o que é verdade e pregam como verdade o que é falso. Eles parecem fazer isso com confiança. Isso, definitivamente, é obsessão.
Não Buscar a Glória que Vem do Único Deus
Não buscar a glória que vem do único Deus é também um fator que gera obsessão.
“Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (Jo 5:44).
Por cobiçarem a glória dos homens, os judeus rejeitaram o Senhor e perderam a vida eterna. Quão lamentável! Esse amor desordenado pela glória dos homens inclinou o coração deles para a mentira. Como resultado, eles acreditaram na falsidade. Eles se tornaram cada vez mais confiantes em si mesmos. Eram nada mais que obsessionados.
O Livramento: Ver a Luz na Luz de Deus
A obsessão é trágica. Os filhos de Deus não devem ser obsessionados. O obsessionado não consegue ver o caráter real das coisas. Portanto, a seguir apontaremos, de forma breve, como ver a realidade e evitar a confusão.
“Quem há entre vós que tema ao Senhor e que ouça a voz do seu Servo? Aquele que andou em trevas, sem nenhuma luz, confie em o nome do Senhor e se firme sobre o seu Deus. Eia! Todos vós, que acendeis fogo e vos armais de setas incendiárias, andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as setas que acendestes; de Mim é que vos sobrevirá isto, e em tormentas vos deitareis” (Is 50:10,11).
Quando os israelitas andaram em trevas e não tinham luz, mais do que naturalmente acenderam tochas com as quais se cercaram. Eles andavam nas chamas do seu próprio fogo. Isso era bom? De modo nenhum, pois o resultado foi que se deitaram em aflições. As trevas espirituais não podem ser desfeitas por tochas feitas pelo homem. A luz deve vir de Deus, não do homem. As tochas humanas nunca podem capacitar alguém a ver a realidade espiritual.
Procuremos entender que as tochas que acendemos nunca podem ser uma fonte de luz espiritual. Alguns cristão dizem: “Onde estou errado? Não sinto que tenha feito algo errado. Não sito estar errado em coisa alguma.” Você é realmente tão digno de confiança assim? Outros podem dizer: “Meditei muito sobre essa questão em particular. Ouso concluir que isso está definitivamente certo.” Está certo afirmar que você pode decidir definitivamente sobre algo pelo fato de ter meditado bastante? De acordo com a palavra de Deus, essa não é a maneira de os cristãos conhecerem algo. Você pode esgotar seu poder mental em considerações, mas tudo o que for aceso ali será simplesmente sua tocha humana. Um cristão não pode prosseguir sua jornada espiritual pela luz de sua própria tocha. Ele deve depender do nome do Senhor. Somente por confiar em Deus ele pode, de fato, ver e andar espiritualmente. Freqüentemente, tornamo-nos mais confusos pelo nosso muito pensar e podemos até mesmo ser enganados. A luz espiritual não vem de nosso sentimento ou pensamento. Quanto mais alguém busca a luz dentro de si mesmo, menos luz tem, pois a luz não está nela.
“Em Ti está o manancial da vida; na Tua luz, vemos a luz” (Sl 36.9).
É somente pela luz de Deus que vemos realmente a luz, isto é, o verdadeiro caráter do que quer que seja. A primeira luz, no texto acima, é a luz que ilumina; a segunda luz é o verdadeiro caráter que é visto. Precisamos viver na luz de Deus se desejamos ver o caráter real de uma questão.
Para o que não tem luz, certa coisa pode parecer muito boa; entretanto, deve-se deixar para aquele que vive na luz de Deus descobrir o verdadeiro caráter da coisa. Nenhuma luz de vela é necessária debaixo do sol brilhante; nenhuma outra tocha humana é necessária debaixo da luz de Deus. Se vivêssemos na luz de Deus, o verdadeiro caráter de todas as coisas seria tão claro e transparente como a luz.
Crer naquilo que não é um fato é obsessão.
“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce por amargo!” (Is 5.20)
Alguém pode ficar tão obsessionado a ponto de chamar o mal de bem e o bem de mal, de fazer da escuridade luz e da luz, escuridade e pôr o amargo por doce e o doce, por amargo. Ele está totalmente errado, mas tem confiança que está certo. Quão lamentável é tal condição! O que o cristão mais deve temer é ter pecado e não ver tal pecado. Ter pecado está relacionado com contaminação, mas não ver o pecado está relacionado com trevas. A contaminação já é bastante perigosa, mas acrescentar as trevas á contaminação é duplamente perigoso. O cristão que vive nas trevas não pode andar tranqüilamente no caminho que está a sua frente, porque não vê o caminho.
José Ribeiro
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