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As Escrituras descrevem Jerusalém como sendo a cidade de Deus e a Babilônia como a cidade de Satanás. O contraste entre essas duas cidades é visto de Gênesis a apocalipse. Por toda a Bíblia, a Babilônia é profeticamente importante porque gera e nutre constantemente tudo que está associado com o reino do homem. A beleza natural de Jerusalém e sua localização em meio a campos montanhosos é contrastada com a localização da Babilônia, na planície de Sinear. Naquele local as pessoas construíram uma torre que expressava bem o que se passava no coração rebelde do homem (a torre de Babel, ver Gênesis 11:1-9). Não é surpresa, portanto, que todos os aspectos do pseudo-programa de Satanás – religioso, social, político e econômico – tenha a sua plenitude na identidade da Babilônia.
A profecia de Daniel mostra que é da Babilônia que são gerados os reinos que irão dominar o mundo durante o “tempo dos gentios”. Isso teve início em 587 a.C (quando Israel caiu diante de Nabucodonosor) e não terá fim até a Segunda Vinda de Cristo (Daniel 2). A Babilônia foi uma das cidades mais importantes do mundo durante 2.000 anos e a Bíblia nos diz que ela será restabelecida nos últimos dias para desempenhar um papel de destaque (Apocalipse 14:8; 17-18).
Tanto Jerusalém quanto a Babilônia serão pontos centrais das atividades nos últimos dias. Para que se cumpram as profecias sobre o final dos tempos. Durante a Tribulação, a Babilônia precisará ser reconstruída e tornar-se-á uma importante cidade para o comércio mundial. Isaias 13:19 diz: “Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou”. O contexto de Isaias 13 é “o Dia do Senhor”, o termo mais comumente usado no Antigo Testamento para designar o que chamamos de Tribulação. Além disso, a Babilônia já foi conquistada no passado, mas nunca foi destruída da maneira descrita na Bíblia ou seja, como Sodoma e Gomorra). Apocalipse 18:16-19 mostra essa destruição repentina provocada por Deus: “Ai! Da grande cidade... porque, em uma só hora ficou devastada tamanha riqueza!” A Babilônia tem um grande papel para desempenhar no futuro da História, mas será completamente destruída em um determinado momento.
Ela é descrita em Apocalipse 17-18 como a fonte da religião, da economia e do governo ímpio. Praticamente todos os aspectos injustos da sociedade do final dos tempos são derivados de uma origem babilônica. O verdadeiro caráter dessa cidade é revelado em Apocalipse 17:5, onde o mistério é exposto: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.
Por ser a mãe de todas as religiões, a Babilônia passou a ser a fonte de onde surgiu o falso cristianismo de nossos dias e certamente acontecerá o mesmo durante a Tribulação. Todas as correntes do cristianismo apóstata irão convergir para a Babilônia eclesiástica durante a Tribulação (Apocalipse 17). Esses grupos irão continuar a desempenhar seu papel enganoso, mas também irão experimentar o julgamento divino durante e no final da Tribulação. O mesmo destino é apresentado para a Babilônia comercial em Apocalipse 18.
A Babilônia será o foco do desagrado de Deus e deverá ser julgada e removida antes que Cristo possa estabelecer Seu Reino eterno na terra. Jesus executará esse castigo através de diversos julgamentos que ocorrerão em uma certa seqüências durante a Grande Tribulação. Na destruição pré-determinada dessa Babilônia, os verdadeiros crentes irão exultar sobre ele: “Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, Apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa” (Apocalipse 18:20)
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