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Os falsos mestres podem representar uma ameaça á própria vida. Talvez você se recorde de alguns de nosso tempo:
Em 19 de novembro de 1978, 913 seguidores de Jim Jones suicidaram-se no Templo do povo em Jonestown, na Guiana, bebendo ponche misturado com cianeto.
Em 19 de abril de 1993, 74 membros de um grupo religioso armado denominado Ramo Davidiano morreram juntamente com o líder David Koresh no Texas, após um impasse de 51 dias com o FBI. Os membros da seita acreditavam que Koresh era Deus encarnado.
No final de março de 1997, 39 seguidores de Marshall Applewhite, de um grupo denominado Heaven´s Gate (portal do Céu). Suicidaram-se na Califórnia bebendo fenobarbital com vodca. Eles acreditavam que, após morrerem, uma nave espacial os levaria para um “plano elevado”. Applewhite era um homossexual que dizia ser “Jesus, Filho de Deus”.
Atualmente, centenas de jovens muçulmanos transformam-se em homens-bombas, matando a si e a milhares de inocentes. Eles acreditam que fazê-lo é o caminho mais acertado para o céu.
Assim como falsos pastores levam as ovelhas ao abate, falsos mestres levam seus seguidores á destruição.
Os falsos mestres representavam um grande problema na época do Antigo Testamento. Está registrado em Deuteronômio 13:1-5 o alerta que Deus deu aos israelitas a respeito deles:
“Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, (milagre) não ouvirás as palavras daquele profeta (...) pois falou (...) para te apartar do caminho que te ordenou o Senhor teu Deus” (Almeida Corrigida Fiel).
O Antigo Testamento descreve os falsos mestres de mais de uma forma. Em 1 Reis 22:21-23, eles são os profetas mentirosos de Acabe. Ezequiel 13:3 descreve-os como aqueles “ que seguem o seu próprio espírito e que nada viram [nenhuma visão]!” Eles são “pastores que destroem e dispersam” as ovelhas de Deus (Jr 23:1). Assim, o Antigo Testamento retrata-os como pessoas mentirosas, egocêntricas, que só se importam consigo mesmo e dispersam o rebanho.
O Novo Testamento oferece a mesma descrição dos falsos profetas, de sua mensagem destrutiva e de sua negação da verdade bíblica.
De acordo com Mateus 7:15, falsos mestres são astutos, como lobos em pele de cordeiros (sim, é daí que se originou o ditado), entrando furtivamente sem serem percebidos. A princípio, eles somente tentam se misturar. Com o tempo, entretanto, eles revelam sua impiedade (Judas 4) ao perseguirem o rebanho (Atos 20:29). Em Mateus 7:20 está escrito: “ portanto, pelos seus frutos os conhecereis”. Em outras palavras: preste atenção aos resultados de seus ensinamentos.
2 Pedro 2:1 explica que os falsos mestres introduzem “heresias de perdição”, e que o fazem de forma encoberta. Suas mensagens trazem dissensão e destruição. Eles não unem os crentes, mas os dividem. Tais pessoas utilizam palavras “fingidas” [no sentido de “artificiais”] (v.3). eles amoldam a estrutura da mensagem tendo em vista as pessoas ás quais se dirigem. O que é artificial pode ser moldado a fim de ser alterado; da mesma forma, suas mensagens são distorcidas. O objetivo não é a verdade, mas o proveito próprio:
“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” Judas 4.
Eles não vivem vidas piedosas, pelo CONTRÁRIO, agem fora da autoridade de Deus. Eles “segundo a carne andam”, “desprezam as autoridade” e zombam dos seres celestiais (2 Pe 2:10-11). Os falsos mestres consideram-se superiores aos seus seguidores e mesmo á autoridade da própria Bíblia.
Revista:Chamada da Meia Noite, Fevereiro/09
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